Natural de Ponta Delgada, 1944, açoriano como são os que há muito vivem fora da terra, prestando honras frequentes à "açorianidade". Pai de três filhos e avô de quatro netos.
Licenciado, doutor e agregado em Medicina (Microbiologia).
Dirigente associativo estudantil nos anos sessenta, presidente da Pró-Associação de Medicina de Lisboa e membro do secretariado da Reunião Inter-Associações (RIA).
Médico naval em Angola (1970-72), com experiência em medicina tropical e ganho de um gosto muito especial por África. Nesse período, assistente da Faculdade de Medicina de Luanda.
Postdoc no Institut Suisse de Recherches Expérimentales sur le Cancer, Lausanne. Uma experiência em tempo certo para compreensão de outro panorama científico e universitário.
Ex-investigador sénior e director do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, até à reconversão do institutto, em 1997. Fez parte da primeira geração portuguesa de biólogos moleculares.
De 1996 a 2002, professor catedrático convidado do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT).
De 1997 a 2000, director do IHMT, com aquisição de experiência em gestão universitária e em cooperação internacional na área da saúde. Uma história complexa, de realizações e de frustrações, que se contará um dia, porque bem elucidativa de como a cultura universitária estabelecida pode abortar qualquer reforma.
A concretizar muitos anos de informação e reflexão e com a experiência do IHMT e da UNL, escreveu o livro "A universidade no seu labirinto".
Semi-reformado mas não inactivo, é professor catedrático da Universidade Lusófona. Empenhado no projecto de criação de um novo curso de medicina, inovador, é agora director da recente (2009) Faculdade de Ciências Biomédicas.
Ex-consultor do Governo Regional dos Açores para a ciência e tecnologia e ex-consultor da Universidade da Madeira, para além de consultorias dispersas e de muitas intervenções sobre política da educação superior.
Grande oficial da Ordem do Mérito.
Com outros gostos na vida, um livro sobre gastronomia, "O gosto de bem comer" (2005).
Também um outro livro, de memória de infância, mas não publicado a não ser como "e-book": "O mastro das alminhas".
Uma máxima de que gosta de ter presente: Humani nihil a me alienum puto (nada do que é humano me é alheio). |